Fabio Fognini

Brasil Open 2018 é marcado por revelações jovens e maior público em cinco anos

No último domingo (4), aconteceu a final do Torneio Aberto do Brasil – ATP 250 – Brasil Open 2018. A edição contou com o seu segundo maior público da história, a premiação foi de aproximadamente 1,8 milhão de reais e compareceram 56 jogadores de 22 países.

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(Imagem: Marcello Zambrana/DGW Comunicação)

À final, chegaram o italiano Fabio Fognini e a revelação chilena Nicolas Jarry, de 22 anos. Jarry foi considerado o melhor tenista chileno na temporada de 2017, alcançando a 61ª posição no ranking da ATP, e provou ser uma revelação promissora em seu desempenho durante o torneio. O chileno disputou as quartas de finais com Albert Ramos Viñolas, atual 24º no ranking, e a semifinal com Horacio Zeballos, 39º, sendo uma grande surpresa em um torneio cheio de grandes nomes.

Iniciou o jogo com grande imponência na quadra, sustentando-se muito bem contra o italiano e ganhando o primeiro set em pouco mais de vinte minutos. Ao longo da partida, porém, pareceu sofrer de certos deslizes e de cansaço, fato que Fognini soube aproveitar para se consolidar no último set que, mesmo assim, foi bem disputado. Jarry é de grande importância para o esporte no Chile, que há anos não via um tenista se posicionar dessa forma no cenário internacional.

Finalmente, Fognini conquistou a vitória, seu sexto título como profissional e primeiro no Brasil, o que o mantém como 19º no ranking da ATP, ao receber 250 pontos. Para tanto, Fábio derrotou Pablo Cuevas na semifinal, e quebrou a sequência de três títulos seguidos do uruguaio com certa facilidade, com o resultado 6/4 6/2 no sábado. Primeiro europeu a vencer em anos, Fognini confessou a superioridade de Jarry em um primeiro momento do jogo: “ele me venceu no primeiro set sem dúvida porque me superou em velocidade, me superou em saque (…) mas no final fico feliz porque sei que consegui algo que foi difícil”. E ainda complementou: “Jarry é um jogador jovem e ainda terá muitas oportunidades de jogar em torneios assim”. Além disso, destacou a inteligência do chileno em quadra por perceber a vantagem que teria jogando mais para dentro e com velocidade, algo que, segundo o próprio Fognini, o deixava em desvantagem pela agilidade do adversário.

O italiano disse que teve que persistir ao longo do jogo e esperar que Jarry caísse em algum aspecto, principalmente no saque, seu ponto forte. Esta é a sua nona final disputada no circuito, fato que também comentou: “Perdi muito mais finais do que ganhei. Então tenho que curtir, porque faz parte do esporte. Estou no top 20 e o objetivo é continuar trabalhando. Mas estou me sentindo bem na quadra, estou feliz, lutando, tentando.”

Ao ser questionado sobre suas experiências no Brasil, o jogador comentou se sentir muito bem jogando no país e em São Paulo, principalmente por sentir o apoio da plateia brasileira. Um jogador que não teve a mesma sorte foi Zeballos, que sofreu com uma torcida contrária a ele em todas as suas partidas, principalmente aquelas contra os brasileiros Bellucci e Rogerinho. Zeballos eliminou os dois e o experiente Gaël Monfils, chegando até a semifinal contra o jovem chileno, que o retirou do campeonato. Monfils, por outro lado, elogiou o jogo do argentino e sua ofensiva em quadra, ao mesmo tempo em que lamentou não poder continuar no torneio pela torcida brasileira.

E os brasileiros?

Apesar de nenhum brasileiro ter chegado até as semifinais nas simples, Rogerinho Dutra conseguiu uma vaga na chave de duplas ao lado do checo Roman Jebavý, mas perdendo para os argentinos Federico Delbonis e Maximo Gonzalez – campeões da edição 2018 – que André Sá e Thomaz Bellucci também enfrentaram. O que foi uma característica do torneio como um todo: vários jogadores brasileiros enfrentaram argentinos nas chaves de duplas e simples.

Começando pelo jovem de 17 anos, Thiago Wild, por exemplo, que enfrentou o veterano Carlos Berlocq e, apesar de não ter prosseguido para as oitavas, demonstrou ter um grande potencial e habilidade, se sustentando muito bem contra o argentino de 35 anos, mas decaindo no último set pelo que parecia ser uma dor na panturrilha.

A vitoriosa carreira de André Sá chegou ao fim com a derrota para os vizinhos, mas com grande marca na história do tênis brasileiro. Homenageado na quadra principal, o jogador se emocionou com toda a arquibancada usando máscaras com seu rosto, que foram distribuídas no Ginásio.

Mesmo assim, continuará treinando sua dupla, Thomaz Bellucci, que, apesar de ter mantido um ótimo jogo contra Zeballos, fragilizou-se após o segundo set e foi eliminado em sua estréia na chave de simples. Por outro lado, Rogerinho demonstrou grandes avanços no torneio como um todo, conquistado uma vaga nas quartas de final pela primeira vez na sua carreira, sendo o brasileiro que mais se destacou na edição deste ano. Apesar da forte torcida favorável, o brasileiro reconheceu a habilidade de Zeballos em alterar a dinâmica do jogo, comentando sobre um aumento de agressividade e melhoria nos saques, que garantiram sua vitória. De qualquer maneira, esse é o melhor resultado em um ATP que já conseguiu.

Em suma, a edição 2018 do Brasil Open contou com diversas surpresas relacionadas à dinâmica entre jogadores jovens e mais experientes. Os mais novos demonstraram consistência e habilidade e alguns dos nomes mais conhecidos e favoritos tiveram um desempenho fora do comum. Mesmo assim, provou-se a importância da experiência em quadra e a habilidade de dominar a dinâmica da partida, como feito por Fognini na final, destacando-se o essencial do quesito mental enquanto se joga. A edição no Ginásio do Ibirapuera contou com aproximadamente 42 mil espectadores, o que evidencia um aumento de interesse pelo público brasileiro no esporte e que se manteve presente ao longo de toda a semana.

Fonte: Arquibancada

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Fognini vira sobre Jarry e leva o Brasil Open. Argentinos vencem nas duplas

Em sua nona tentativa, italiano fatura o título do ATP 250 de São Paulo e afasta zebra chilena. Federico Delbonis e Maximo Gonzalez batem holandês e neozelandês para levar duplas

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A zebra até ameaçou dar as caras no ginásio do Ibirapuera neste domingo. O azarão Nicolas Jarry começou muito bem, mas Fabio Fognini confirmou o favoritismo e conquistou o título do Brasil Open. Cabeça de chave número 2, o italiano precisou arrancar uma virada para erguer a taça do ATP 250 de São Paulo – parciais de 1/6, 6/1 e 6/4 em 1h33min. Na disputa de duplas, melhor para os argentinos Federico Delbonis e Maximo Gonzalez, que bateram o holandês Wesley Koolhof e o neozelandês Artem Sitak por 2 a 0, parciais de 6/4 e 6/2.

Número 20 do mundo, Fognini conquistou pela primeira vez o Brasil Open em sua nona tentativa. Perdeu apenas um set em todo o torneio, se tornando campeão com autoridade e eliminado na semifinal o uruguaio Pablo Cuevas, que havia vencido as três últimas edições em São Paulo.

O italiano de 30 anos agora tem seis títulos no Circuito Mundial da ATP em 15 finais. A última taça havia sido a do ATP 250 de Gstaad, na Suíça, em julho do ano passado.

Jarry não levou o título, mas sai fortalecido dos torneios no Brasil. Depois de surpreender com uma semifinal no Rio Open, o tenista de apenas 22 anos deu mais um passo chegando à sua primeira final de um torneio da ATP. Ele quebrou um jejum para o Chile, que não decidia um torneio da ATP há nove anos, desde que Fernando Gonzalez faturou o título de Viña del Mar, em 2009. Número 73 do mundo, Jarry vai saltar no ranking.

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Nicolas Jarry no Brasil Open (Foto: Gaspar Nóbrega/DGW Comunicação)

O chileno sacou muito bem no primeiro set e surpreendeu o Fognini para vencer por 6/1. O italiano manteve a calma e deu o troco no segundo set, aproveitando o momento de baixa no saque de Jarry: 6/1. O terceiro set foi mais equilibrado, com quebras de serviço para os dois lados. Na reta final, a experiência de Fognini pesou: 6/4.

Fonte: Globo Esporte

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Fognini estreia com vitória tranquila sobre português no Brasil Open

Italiano venceu João Domingues por dois sets a zero nas oitavas de final da competição

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Fabio em ação (Foto: Buda Mendes/ Getty Images)

Nesta quarta-feira (28), começaram as oitavas de final do Brasil Open 2018, o ATP 250 de São Paulo. Na quadra central do Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista, o cabeça de chave número dois do torneio – Fabio Fognini da Itália – estreou diante do português João Domingues – 177º colocado no ranking da ATP.

A vitória do italiano foi pelo placar de dois sets a zero, com parciais de 7/5 e 6/1, depois de uma hora e 10 minutos de partida.

Nas quartas de final, Fognini encara o espanhol Guillermo Garcia Lopez – 67º do mundo – que vem de grande vitória sobre o argentino Federico Delbonis – cabeça de chave número oito do torneio – por dois sets a um, com parciais de 7/6 4/6 e 6/4, em duas horas e 37 minutos de jogo.

Resumo da partida

Depois de três games, nos quais cada sacador confirmou seu serviço, o italiano, desconcentrado, cometeu erros não forçados e cedeu a quebra ao adversário. No entanto, a vantagem durou pouco: no sétimo game, o italiano encontrou a melhor estratégia para jogar contra o português. Com boas devoluções, conseguiu devolver a quebra e empatar.

No nono game, Domingues salvou dois break points de maneira espetacular para manter seu saque. No game seguinte, Fognini encaixou ótimas devoluções para conseguir a quebra. Confirmando seu saque, fechou o set em 7/5. O segundo set foi inteiramente dominado por Fabio, que conquistou três quebras para vencer por 6/1.

Extremamente habilidoso, Fabio é um dos principais candidatos ao título. Apesar de seus problemas extra quadra, o finalista do Rio Open de 2015 pode surpreender e fazer excelentes campanhas.

Fonte: Vavel

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Quadro principal do ATP 250 de São Paulo

O Brasil Open representa o fim da tradicional Golden Swing, que se traduz numa série de torneios realizados sobre terra batida na América Latina. Como destaques para a edição deste ano, que se volta a realizar no Ginásio do Ibiraupera, temos Albert Ramos-Vinolas, Fabio Fognini, Pablo Cuevas, Gael Monfils e ainda os nossos tenistas portugueses, Gastão Elias e João Domingues.

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Fotografia: Marcello Zambrana

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